Tradição de cinco gerações e força das exportações mantêm o café como destaque na economia de Varginha e do Sul de Minas

Por Redação Varginha Connect · ·


Uma tradição familiar de cinco gerações segue ligada à produção de café no Sul de Minas. Os bisavós de Guido chegaram à região há décadas, quando as lavouras começavam a ganhar espaço, e a cafeicultura passou a fazer parte da rotina da família. “Todo mundo da família está envolvido com café”, contou Guido. Dos 12 irmãos, todos trabalham com a atividade, mantendo uma cadeia que vai do cultivo ao consumo da bebida.

O filho de Guido, Bruno, iniciou a própria plantação há cerca de 20 anos e cursou agronomia para acompanhar as novas exigências do setor. Segundo ele, a propriedade rural deixou de ser vista apenas como atividade de subsistência e passou a exigir gestão mais profissional para garantir rentabilidade e melhores condições para produtores, funcionários e familiares.

A cafeicultura ocupa posição de destaque na economia da região intermediária de Varginha, que reúne 82 municípios e mais de 1,6 milhão de habitantes. Varginha é apontada como o maior exportador de café do país: no ano passado, as exportações do município movimentaram mais de US$ 3 bilhões, com vendas principalmente para Alemanha, Estados Unidos, Japão e Itália. Segundo a Fundação João Pinheiro, o PIB da região intermediária chegou a quase R$ 55 bilhões, o equivalente a 6,4% da riqueza produzida em Minas Gerais.

Na economia regional, os serviços representam 46,6% da atividade, seguidos pela indústria (18,9%), agropecuária (17,3%) e administração pública (17,1%). Mesmo como terceiro setor em participação, a atividade rural tem forte presença: a região é a segunda de Minas com maior participação da agropecuária na economia. As condições naturais, com altitude média de cerca de 950 metros e chuvas entre 1.200 e 1.400 milímetros por ano, favorecem o cultivo do café arábica.

O setor também enfrenta desafios. Segundo a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas, que reúne mais de 9 mil cooperados e completa 65 anos de existência, intempéries climáticas reduziram a produtividade nos últimos cinco anos. Embora o café esteja sendo comercializado por valores historicamente elevados, a redução da produção representa um desafio aos produtores. Cooperativas e produtores têm estimulado a participação de jovens e mulheres para garantir a sucessão familiar e a continuidade das propriedades.

Fonte: Rede Social do Café (https://redesocialdocafe.com.br/2026/08/20/tradicao-de-cinco-geracoes-e-forca-das-exportacoes-mantem-o-cafe-como-destaque-na-economia-de-varginha-e-do-sul-de-minas/); Gazeta de Varginha (https://www.gazetadevarginha.com.br/post/tradi%C3%A7%C3%A3o-de-cinco-gera%C3%A7%C3%B5es-e-for%C3%A7a-das-exporta%C3%A7%C3%B5es-mant%C3%AAm-o-caf%C3%A9-como-destaque-na-economia-de-vargin).


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