Historicamente visto por alguns produtores como ameaça às lavouras, o jacu tornou-se responsável por um dos cafés mais exclusivos do mercado: o Café do Jacu, produzido a partir de grãos colhidos pela ave, pode alcançar R$ 1.500 o quilo.
Na região das Matas de Minas, em Araponga, a cafeicultora Kátia Martins aposta na iguaria há três anos. “Alguns veem o jacu como inimigo, eu o vejo como sócio”, diz a produtora, que comercializa o lote especial no Brasil e no exterior. A produção anual da propriedade é de cerca de 30 quilos.
Para viabilizar a colheita, Kátia uniu forças com dez mulheres da comunidade local, que fazem a catação manual dos grãos — criando uma rede de apoio e geração de renda na zona rural, com relação comercial justa e sustentável.
Fonte: Varginha Online — 10/08/2026.

