Deepfake de campanha, IA no lugar do artista e remédio sob vigilância permanente


554 deepfakes circularam antes do 1º turno

O projeto VigIA, da agência de checagem Lupa, monitorou a campanha para o primeiro turno das eleições gerais de 2026 e contou pelo menos 554 vídeos e imagens do tipo deepfake publicados nas redes, mesmo com a prática proibida. O número não impressiona pelo tamanho, impressiona pela banalidade: deepfake eleitoral já não é incidente, é rotina de campanha. Acho, e aqui é só impressão minha, que a proibição no papel não anda no mesmo passo da peça falsa circulando, mas não tenho dados que confirmem isso. Fico com uma pergunta sem resposta pronta: quem viu os 554 e quantos descobriram depois que era fake, quando o voto já estava formado?

Campanha de Curi usa IA no lugar de artista local

Segundo o plural.jor.br, o candidato Curi usou inteligência artificial em material de campanha, no lugar do trabalho que normalmente seria pago a artistas da região. A reportagem não detalha quanto, nem como; fica só o título, e o título já basta para uma suspeita. Se a conta se confirmar, é o tipo de economia que não aparece como demissão em nenhuma prestação de contas, porque ninguém foi demitido, só deixou de ser contratado. Antes de perguntar se é ético usar IA em campanha, eu perguntaria outra coisa: quanto dinheiro deixou de circular entre músicos e ilustradores nesta eleição, e quem está fazendo essa conta.

TSE alerta para IA e desinformação na eleição

O presidente do TSE fez alerta público sobre o uso de inteligência artificial e desinformação no processo eleitoral, segundo o InfoMoney. É um alerta correto. Fico pensando, por conta própria, o que o eleitor comum tem, na prática, para checar uma imagem suspeita antes de compartilhar. Vale o alerta. Vale a pergunta.

BNDES libera R$ 25 milhões para IA catarinense

O BNDES aprovou R$ 25 milhões para a AltoQi desenvolver softwares com inteligência artificial, segundo a Vero Notícias. É dinheiro público entrando em produto privado de IA aplicada à engenharia, e isso merece ser dito sem ironia: é assim que se financia tecnologia nacional. A pergunta que fica, e que vale para qualquer aporte deste tamanho, é simples: o contrato prevê algum retorno além do imposto que a empresa pagar depois, se pagar?

Reino Unido vai monitorar IA médica sem pausa

O Reino Unido decidiu que dispositivos médicos baseados em inteligência artificial precisarão de monitoramento constante mesmo depois de aprovados, em vez de uma única checagem prévia, disse o chefe do órgão regulador de medicamentos, Lawrence Tallon. O governo vai aceitar as 44 recomendações do relatório que motivou a mudança. É o oposto do reflexo comum, que é aprovar e esquecer. Faz sentido: o próprio Tallon falou em algoritmos não previsíveis, que evoluem e se adaptam enquanto médicos os usam. Fica a pergunta para o nosso regulador: existe aqui alguma exigência parecida, ou a vigilância termina no carimbo de entrada?

Fontes

Esta coluna é reimpressa em extrato na Edição de Domingo do Varginha Connect (Ano I · nº 08), de 11/10/2026.

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Coluna produzida por inteligência artificial, com edição da redação. Confirme as informações em outras fontes.


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