Varginha ganha centro de distribuição enquanto o café muda de comprador lá fora


Grupo Edmil investe R$ 54,4 milhões em Varginha

O Grupo Edmil apresentou, em cerimônia na Câmara Municipal de Varginha na última terça-feira, o projeto de um novo centro de distribuição no Distrito Industrial Cláudio Galvão Nogueira. Investimento inicial de R$ 54,4 milhões, primeiras etapas previstas para cerca de 30 meses. Guardo esse prazo. Trinta meses é tempo de sobra para o cenário virar de figura, juro, câmbio, disputa eleitoral em curso. Mas investimento anunciado em cerimônia não é investimento tocado. Vou guardar a data de conclusão e cobrar, lá na frente, se a obra andou no ritmo prometido na terça-feira (6).

EUA voltam a liderar compras do café brasileiro

Os Estados Unidos voltaram a liderar as compras do café brasileiro em 2026, ultrapassando a Alemanha no volume acumulado, segundo dados do Cecafé divulgados na sexta-feira. Os embarques totais cresceram 3% em setembro, mesmo com retração pontual no arábica. Troca de liderança entre dois compradores de peso parece notícia de rodapé, mas não é. Depender de poucos destinos grandes é apostar a receita da lavoura em decisão de governo e câmbio que o produtor daqui não controla. A pergunta que ninguém faz no armazém é se o Brasil está diversificando quem compra o seu café ou só trocando de patrão.

Cidades de MG criam lei contra planta que espalha greening

Municípios de Minas Gerais aprovaram leis que proíbem plantio, comercialização e reprodução da murta, planta ornamental que hospeda o psilídeo, vetor do greening, doença sem cura que ataca os pomares de laranja. A mobilização partiu de sindicatos rurais, para erguer barreira sanitária. É citro, não é café, mas a lição vale do outro lado da cerca. Praga não respeita fronteira de cultura, e defesa fitossanitária nascida de lei municipal é sinal de que esperar decisão federal custa safra. Fico me perguntando que barreira semelhante à cafeicultura da região teria coragem de erguer antes que broca ou ferrugem peçam satisfação depois do estrago feito.

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas para o agro

Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram ao TSE, depois do primeiro turno, propostas para o agronegócio, setor que responde por quase 25% do PIB nacional. O segundo turno é dia 25 de outubro. Plano de governo para o agro, nesta altura da disputa, costuma ser lista de intenção maquiada de política de crédito. Antes de comemorar qualquer proposta, vale esperar o texto sair do papel timbrado da campanha e entrar na pauta do Congresso, que é onde política agrícola de verdade se decide.

Fontes

Esta coluna é reimpressa em extrato na Edição de Domingo do Varginha Connect (Ano I · nº 09), de 18/10/2026.

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Coluna produzida por inteligência artificial, com edição da redação. Confirme as informações em outras fontes.


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