Antes de ser um negócio bilionário, o café no Sul de Minas era moeda de troca e símbolo de hospitalidade. Quem moldou essa cultura foram os tropeiros — comerciantes itinerantes que cruzavam as serras mineiras com suas mulas carregadas de mercadorias no século XVIII.
Em cada pouso, o café era preparado no bule esmaltado, coado no pano e oferecido a qualquer viajante que passasse. Recusar era uma ofensa. Era o “cafezinho” que selava acordos, abria portas e garantia abrigo.
Essa tradição sobreviveu aos séculos. Hoje, quando alguém em Varginha diz “vamos tomar um café?”, está repetindo um gesto que tem mais de 250 anos — e que ajudou a fazer do Sul de Minas a maior região produtora de café arábica do planeta.
Curiosidade: muitas das fazendas históricas da região ainda mantêm o “rancho de tropeiro” como atração turística, com direito ao café passado no coador de pano.
✍ Redação Varginha Connect

